domingo, 30 de janeiro de 2011

Mais de mil salvamentos são feitos por ano nas praias da Região Oceânica

Em 2010, foram 1.054 salvamentos. Cerca de 80% dos casos acontecem no verão. Foto: Leonardo Fonseca

Dados são do 4º Grupamento Maritimo de Itaipu, e segundo os guarda-vidas, índice de afogamentos cresce mais no verão. Bombeiros recomendam cuidados no banho de mar

As altas temperaturas são um convite ao banho de mar. Mas, com o aumento do movimento nas praias, cresce também o risco de afogamentos. De acordo com levantamento do 4º Grupamento Marítimo (Gmar), de Itaipu, só este ano já foram feitos cerca de 200 salvamentos nas praias da Região Oceânica de Niterói. No acumulado do ano passado, foram 1.054, com duas vítimas fatais. Destes, segundo o comandante do grupamento, o tenente-coronel Marcos Sarto, cerca de 80% ocorreram no verão.

Para Marcos Sarto, não é só chegar à praia e cair na água, o banhista, antes de tudo, deve buscar orientação sobre as condições do mar com um guarda-vidas, e, sempre, verificar a sinalização de alerta. Segundo o comandante, mesmo um mar aparentemente calmo, pode esconder armadilhas.

“Costumo dizer que o mar possui portas de entrada e saída e, por isso, o banhista deve buscar orientação sobre quais os pontos seguros para o banho. Um mar calmo pode causar a ilusão de que não há riscos, o que não é verdade, pois ele pode esconder valas que geram uma correnteza difícil de sair. Na maioria das vezes, banhistas menos experientes, por acharem que não há perigo, ignoram as placas que alertam para as correntezas e acabam caindo nessas valas. Sem conseguir sair, acabam se afogando”, explica o comandante.

Prova de que mar calmo não significa ausência de perigo é que o maior índice de afogamentos em Niterói acontece nas proximidades do Canal de Itaipu. Em Itacoatiara, devido às características do mar e à proximidade com o Costão, contudo, concentram-se os salvamentos mais difíceis. De acordo com o comandante, dependendo da complexidade, o guarda-vidas é orientado a chamar um helicóptero do Corpo de Bombeiros, que vem do Rio e chega em oito minutos às praias de Niterói ou até 12 às de Maricá.

Outra recomendação do tenente-coronel Marcos Sarto aos banhistas é evitar nadar em direção ao fundo, mas sempre paralelamente à margem. E outro fator que propicia altos riscos de afogamentos é a ingestão de bebidas alcoólicas.

“Nessa época do ano, principalmente durante o carnaval, é muito comum o banhista beber e cair na água, o que representa um risco muito grande. Também é preciso ter cuidado com a insolação, não ficando muito exposto ao sol, pois o corpo quente na água gelada pode causar um choque térmico”, alerta, acrescentando que a maioria dos afogamentos ocorre entre jovens do sexo masculino com idades entre 16 e 20 anos.

O comandante faz um apelo, ainda, para que os pais estejam atentos às crianças. Nessa época, o número de crianças perdidas, devido às praias cheias, tende a crescer, o que de certo modo atrapalha o trabalho do guarda-vida. Atualmente, o 4º Gmar dispõe de 150 guarda-vidas distribuídos em postos estratégicos ao longo da orla, desde a Praia de Icaraí até Ponta Negra, em Maricá.

Dicas para um banho tranquilo

- Não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água;

- Não mergulhar após lanches e refeições;

- Não se afastar da margem;

- Não tentar salvar pessoas em afogamento sem estar devidamente habilitado;

- Não deixar as crianças sem a companhia de um adulto responsável;

- Identificar nas proximidades a existência do guarda-vidas e permanecer próximo a ele;

- Olhar a sinalização do local, pois ela indicará se é ou não próprio para banho;

- Não fingir um afogamento porque as pessoas podem não dar importância a um acidente verdadeiro quando ele ocorrer;

- Chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros caso aconteça algum imprevisto.

Fonte: O Fluminense