sábado, 26 de fevereiro de 2011

Secretária Nacional de Segurança Pública quer fazer do Rio um símbolo para o Brasil

Afirmação foi feita em visita à cidade com equipe da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos

Em visita ao Borel e Santa Marta, na manhã desta quarta-feira (23), a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, anunciou que as unidades de polícia pacificadora do Rio de Janeiro servirão de exemplo para todo o Brasil. Acompanhada do diretor do Departamento de Políticas, Programas e Projetos, Alberto Koppitke, do secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, e do subsecretário de Direitos Humanos e Territórios, Antônio Carlos Biscaia, a secretária visitou as comunidades para conhecer mais de perto o trabalho realizado nos territórios pacificados.

“Tivemos a retomada do território que foi feito pela polícia. Agora, temos que ter uma rede social com projetos muito bem estruturados para darmos continuidade à permanência do estado nesses territórios de paz. É importante que isso fique muito claro. Nós queremos fazer do Rio um símbolo para todo o país. A presidenta tem em mente assinar um pacto com os governadores dos 27 estados brasileiros para a segurança nacional e sem dúvida nenhuma, o que está acontecendo no Rio de Janeiro servirá de exemplo para o país todo”, explica a secretária.

De acordo com Rodrigo Neves, secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, a política de retomada dos territórios e de pacificação é uma política sem volta no Rio de Janeiro e a visita da secretária nacional de Segurança Pública às comunidades reforça essa integração federativa.

“Estamos fazendo um balanço do que já foi feito nos últimos dois anos. Agora, vamos planejar os próximos quatro anos e também preparar a agenda do Ministro da Justiça com o governador Sérgio Cabral para o início de março, quando eles vão conversar sobre a experiência do Rio que servirá de modelo para o pacto nacional pela segurança pública”, completa Rodrigo Neves.

Segundo Regina Miki, o acordo entre o estado e o governo federal para o desenvolvimento de projetos sociais e de cidadania incluirá não somente verba, mas também metodologias. Além dos projetos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), já conhecidos, como Mulheres da Paz e PROTEJO, voltados para jovens de 14 a 23 anos, será implantado também nessas áreas pacificadas o Casa de Direitos.

“Esse projeto totalmente inovador, que oferecerá à população serviços de acesso à justiça e à cidadania, me foi apresentado pelo secretário Rodrigo Neves e pelo subsecretário Biscaia, e será totalmente apoiado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública”, garante a secretária. “Damos o nome de UPP à retomada do território e cada local tem sua especificidade. Pelo Brasil afora nós implantaremos Territórios da Paz. Talvez tenhamos alguns locais no Brasil que precise sim seguir o exemplo que é feito aqui na UPP, outros, nem tanto. Nós vamos dar o remédio de acordo com a doença. Agora, a permanência no Território de Paz, esta sim, servirá de exemplo para o país como um todo. Aqui no Rio, pactuamos com a SEASDH que daremos início nas comunidades do Borel, Macacos e São Carlos.”

Ainda no Borel, durante rápida reunião com os líderes comunitários da comunidade, Regina Miki garantiu ainda que a segurança pública chegou aos territórios pacificados para ficar e ressaltou que a aproximação da polícia e do governo de forma alguma pode ser imposta.

“Estamos aqui para beber do conhecimento que vocês tem da comunidade. O que importa agora é que o sonho seja desenvolvido em conjunto entre a comunidade e as esferas municipal, estadual e federal. Queremos realizar aqui um case de sucesso para levarmos para todo o Brasil”, conclui a secretária que ao sair do Borel visitou ainda a comunidade do Santa Marta, onde teve a oportunidade de conhecer o projeto coordenado pela Major Priscila, que está à frente da unidade pacificadora desde a sua inauguração, em dezembro de 2008.

Fonte: Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos