sexta-feira, 15 de julho de 2011

Maia elogia Dilma e admite pressões na Câmara após recesso

Em um balanço sobre as votações do semestre, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que a Casa votou projetos importantes e conseguiu se desvincular das crises que afetaram o governo nesses últimos meses, como a queda de Antonio Palocci da Casa Civil e de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes.


Sobre as projeções para o semestre que vem, Maia admitiu que terá que administrar as pressões por votações, como a Emenda 29, que regulamenta o dinheiro a ser investido na saúde, e a PEC 300, que cria um piso nacional para os bombeiros.

Fonte: Jornal Floripa



O presidente da Casa se comprometeu a discutir a questão da saúde logo após o recesso parlamentar, que começa hoje e vai até agosto. Mas não estabeleceu um prazo para a questão da PEC 300.


Segundo levantamento apresentado por Maia, a Casa votou 320 propostas, sendo apenas 25 delas medidas provisórias. "Portanto, menos de 10%", comemorou.


Sobre as votações para o próximo semestre, ressaltou que quer votar matérias tributárias importantes, como o projeto do Supersimples e de desoneração da folha de pagamento, além de uma proposta da simplificação tributária. Falou ainda da importância de se achar uma solução para o fator previdenciário. "Do jeito que está não agrada ninguém", resumiu.


Para Maia, a Câmara deve votar ainda o projeto que trata dos royalties do petróleo.


O presidente da Câmara falou que eventuais crises não devem atrapalhar o Legislativo. Ele ressaltou que Dilma soube lidar muito bem com os problemas que passaram e aproveitou para passar recados que não vai aceitar ingerências.


"As crises acontecem hora com mais força, hora com menos força. O importante são medidas para contenção dessa crise e eu diria que a presidente agiu de forma muito rápida", afirmou.


Questionada se a Câmara foi pautada pelo interesse do Executivo, ele negou: "Eu acho que é o contrário. O Executivo não pode realizar nada que não tenha o aval da CD, do Congresso, isso está lá na Constituição".


Maia elogiou ainda a mudança na articulação política feita por Dilma, com a ministra Ideli Salvatti assumindo a função de Luiz Sérgio e Gleisi Hoffmann ficando com a Casa Civil. "Quando ela mudou seus ministros deu novo contorno para a articulação política, que na minha opinião vai funcionar bem. Ela tem clareza que precisa se relacionar muito bem com o Parlamento", afirmou.


E aproveitou para cobrar uma aproximação entre os Poderes: "A atividade que realizamos ontem no Alvorada com a presidente é um exemplo disso. Esse é um papel que a presidente precisa fazer, buscar diálogo permanente. Isso não é responsabilidade só de Dilma, mas de toda a sua equipe. Ministros precisam estar mais perto do Parlamento, responder de forma mais rápida às demandas que são colocadas pelo Parlamento. Para essa relação de ida e vinda serem mais rápidas e objetivas".