sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PMs anunciam que farão passeata hoje em São Luís

Militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar realizaram, no final da tarde de ontem, uma assembleia na sede da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Maranhão (Fetiema), na Praça da Bíblia. O objetivo foi decidir qual ação a ser tomada após o não cumprimento do acordo firmado com o governo do Estado, além da caminhada da PEC 300, a ser realizada na manhã de hoje.

Durante a assembleia, os militares foram informados acerca da Medida Provisória, n° 103/03 de agosto de 2011, assinada pela governadora Roseana Sarney, concedendo o valor de R$ 250 para o vale alimentação. Tal valor seria inferior ao que foi acordado anteriormente, junto com o secretário de Segurança, Aluísio Mendes. Na ocasião, o secretário teria garantido que o vale alimentação seria igual ao da Polícia Civil, ou seja, de R$ 280, começando a ser incluso na folha de pagamento a partir do mês de junho.

No acordo também teria sido firmado, para o ano de 2012, a concessão de insalubridade, adicional noturno e aumento da frota para os militares. “Estamos com o pé atrás porque o primeiro passo do acordo, que seria o vale, não foi cumprido, como deveria”, declarou o diretor para Assuntos Políticos da ASSPMMA, Roberto Campos.

Os integrantes da Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão (ASSPMMA) mostraram grande insatisfação ao serem comunicados da Medida Provisória e decidiram, durante a assembleia, por unanimidade, realizar no próximo dia 31 de agosto uma passeata de insatisfação, para protestar contra a decisão. Após isso, os militares se reúnem mais uma vez, para decidir o próximo passo.

Outros assuntos em pauta – Também foi colocado em discussão, na assembléia, a passeata da PEC 300, a ser realizada na manhã de hoje. O evento, de caráter nacional, reúne deputados federais e representantes da categoria de outros estados. Na ocasião, os militares também dialogaram sobre de onde surgirá o fundo para o pagamento da PEC 300, que equipara o salário militar em todos os estados brasileiros. “Vamos aproveitar a presença dos deputados federais, durante a caminhada, para repassar a situação do Maranhão”, afirmou Roberto Campos.

Durante a assembleia, também foi denunciado que a ASSPMMA estaria sendo perseguida pelo Comando Geral da Polícia Militar, pois diretores da entidade teriam sido transferidos para o interior do estado ou para regiões distantes de São Luís. Outro ponto mencionado foi o objetivo dos militares de extinguir o Regulamento de Disciplina do Exército (RDE).

“Esse regularmente nos prejudica, pois é extremamente repressor e nos impede, até mesmo, de expressarmos nosso pensamento”, explicou Roberto Campos. Na ocasião também estiveram presentes membros da Associação da Família dos Militares (Afama).

“O movimento engloba todos os militares e por astúcia, muitos deles são colocados a trabalho para não fazer parte dele. Nós, como esposas de militares, estamos hoje aqui para garantir a presença de nossos maridos e defender os seus direitos. É importante ressaltar também que essa é uma oportunidade dos inativos também lutarem por seus direitos, uma vez que ao se tornarem aposentados, eles perdem todos seus benefícios, no momento em que mais precisam de recursos para a compra de medicamentos”, declarou Elzite campos, diretora da Afama. (Por Gabriela Saraiva)

Fonte: Jornal Pequeno