sábado, 15 de outubro de 2011

Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro planeja fazer uma nova paralisação

Categoria afirma que pouco mudou após fim da última greve e assembleia está marcada para acontecer ainda este mês. Postos salva-vidas estão sendo instalados nas praias de Niterói

Os bombeiros estão planejando cruzar os braços novamente até o final deste mês. A categoria diz que pouco mudou desde o movimento iniciado há cerca de seis meses e que a decisão pela greve ou não será definida em uma assembleia que será realizada no próximo dia 21, às 18h, na Alerj.
Há cerca de uma semana, 200 bombeiros do 4° Gmar (Itaipu) permanecem aquartelados na unidade, em protesto contra a prisão administrativa de três militares das unidades de Cabo Frio, Botafogo e Resende. Segundo alguns oficiais, eles teriam sido punidos por participarem de uma assembleia, que teria ocorrido em dia que eles estavam de folga.
O caso fará parte das reivindicações que serão levadas à discussão na assembleia do dia 21. Dentre as principais bandeiras do movimento estão o aumento no piso salarial dos militares para R$ 2 mil e o pagamento do auxílio transporte, que atualmente é de R$ 100 e ainda não está sendo repassado a toda a categoria.
“Não queremos prejudicar a população, mas se as promessas feitas quando decidimos suspender o movimento grevista não forem cumpridas, a paralisação será total, sem que as viaturas saiam do quartel. Antes que isso aconteça, iremos divulgar nossa situação e orientar as pessoas para que as situações de risco nas ruas e no mar sejam evitadas”, disse um cabo da unidade de Itaipu, que pediu para não ser identificado por temer represálias.
O comandante do quartel de Itaipu, o tenente-coronel Alexandre Belchior, estava na unidade, mas não foi autorizado a comentar o caso. A Secretaria de Estado da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros disse que não se pronunciará sobre o movimento grevista.
Postos – Bombeiros guarda-vidas de Niterói estão a poucos dias de ganhar postos de salvamento, que serão instalados nas praias da cidade. As negociações para que os mobiliários sejam construídos foram debatidas há alguns meses com as prefeituras de Niterói e Maricá.
Os militares reivindicam a instalação dos mobiliários por não terem um lugar de sombra, com água potável, espaço para guardar equipamentos e banheiros – que são as condições básicas de trabalho.
Quem acaba colaborando com o trabalho dos bombeiros nas areias das praias, são os quiosqueiros e donos de bares. Na última reunião com os bombeiros, a Prefeitura de Niterói informou que contêineres provisórios serão instalados em medida emergencial.

Fonte: O Fluminense