terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dilma reduz pela metade verbas da Segurança

Dilma reduz pela metade verbas da Segurança 

A ação contraria o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área. Promessas de palanque, como a construção de postos de polícia comunitária e a modernização de estabelecimentos penais, não receberam um centavo da presidente

16 de Janeiro de 2012 às 06:57
247 - O primeiro ano do governo Dilma Rousseff fez o maior corte de recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) desde a sua criação, no fim de 2007. Segundo informações do Globo, dos R$ 2,094 bilhões autorizados para 2011 só a metade foi paga nos diversos projetos previstos pelo Ministério da Justiça. A ação contraria o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área.
Com os cortes do ano passado, o valor deixado no cofre alcança R$ 2,3 bilhões. Promessas de camapanha não receberam um centavo de Dilma, como a construção de postos de polícia comunitária com R$ 350 milhões previstos e a modernização de estabelecimentos penais, foram prometidos outros R$ 20 milhões.
Quase 40% do valor desembolsado no ano passado (R$ 1,058 bilhão) foram de restos a pagar, ou seja, compromissos firmados em exercícios anteriores. O ajuste fiscal do governo Dilma também atingiu uma das principais políticas do Pronasci, a Bolsa Formação, que paga auxílio a policiais e outros profissionais de Segurança matriculados em cursos de qualificação. Em 2011, só 49% da verba prometida foram pagos.
O progama das unidades de polícia pacificadora (UPPs) completou três anos no Rio de Janeiro com 18 unidades e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas direta ou indiretamente. A ideia de "exportar" as UPPs foi incorporada à campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT). Em 2009, durante sua candidatura, ela elogiou a política do governador Sérgio Cabral (PMDB) diversas vezes e propôs levar o programa para outros Estados, mas até agora, isso também não deixou de ser apenas uma promessa.

Fonte: Porto Gente