quinta-feira, 12 de abril de 2012

Câmeras de segurança de Taboão custaram R$ 16 mil cada uma

Um documento preliminar obtido extraoficialmente pela Comissão de Segurança da Câmara Municipal de Taboão da Serra aponta que cada uma das 26 câmeras de monitoramento instaladas na cidade custou R$ 16 mil. O documento descreve todos os itens adquiridos com os R$ 900 mil enviados à cidade pelo Pronasci - leia aqui. Somente com as 26 câmeras de monitoramento teriam sido gastos R$416 mil.

No dia 27 abril, a partir das 10 horas, a comissão vai cobrar explicações sobre a aquisição e o funcionamento dos equipamentos do ex-secretário de segurança, Salvador Grisaffi, do proprietário da YBR, empresa que instalou o sistema e do atual secretário segurança Coronel Sillas Santana.

 A reunião será aberta ao público e as pessoas interessadas no tema segurança podem participar e apresentar seus questionamentos.

“Estamos fazendo a convocação com antecedência a fim de que nenhum dos três tenha desculpas para não participar. Vamos questionar o que está acontecendo, as razões da falta de manutenção dos equipamentos, a qualidade das câmeras de segurança, o processo de compra e aplicação dos recursos”, adiantou o  presidente da Comissão Segurança, vereador Olívio Nóbrega (PR). “Temos informações de que as câmeras foram retiradas e não sabemos onde estão”, completou.

As câmeras foram adquiridas com recursos do Pronasci e são aliados importantes na prevenção e combate ao crime. Mas estão sem funcionar há vários meses. Relembre aqui e aqui.

Atualmente, segundo Nóbrega, somente 2 das 26 câmeras estão funcionando. A maioria delas inclusive foi retirada do local. “Convocamos o secretário. Já o ex-secretário e o proprietário da empresa receberam comunicação direta para comparecer no dia e hora indicados”, observou.

A população acusa que vários crimes poderiam ter sido solucionados a partir das imagens dos equipamentos de monitoramento, caso eles funcionassem adequadamente. A segurança é um dos temas que mais incomodam os moradores de Taboão da Serra. Leia mais aqui.
 
Fonte: Jornal na Net

Cerceamento da liberdade imposto pelo novo Código de Ética da PM é criticado por vereadores

Durante a sessão ordinária na Câmara Municipal de Maceió desta terça-feira (10), o presidente da Casa, Galba Novaes (PRB), fez duras críticas ao novo Código de Ética da Polícia Militar que aguarda agora, a apreciação na Assembleia Legislativa de Alagoas.
Desde o anúncio do novo código, formulado pelo alto escalão do comando geral da PM de Alagoas sem a consulta ou participação da base, policias militares protestam contra a aprovação do texto, considerado arbitrário. Dentro dos artigos no novo código, os militares estão a proibição de prestar informações a qualquer tipo de veículo de comunicação, realizar trabalho extra, participar de protestos e de atos religiosos.
Para Novaes, o novo código é nazista e ataca diretamente a liberdade de expressão dos militares. “É uma arbitrariedade, é um retrocesso e não podemos deixar que isso seja aprovado", declarou. Ainda durante seu pronunciamento no plenário, o vereador questionou alguns pontos do novo texto, que segundo ele, engessam o combate à violência em Alagoas.
Outra parlamentar que se posicionou mais uma vez contra a aprovação do novo código, foi Heloísa Helena (PSOL). Segundo ela, o militar estará sujeito a cumprir ordens injustas, impostas pelo alto comando da PM. "O militar será obrigado a cumprir qualquer ordem, sem poder se posicionar, caso o contrário será punido como determina o código", disse.
Heloísa declarou ainda que o novo texto é uma estratégia para barrar as manifestações acerca da aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 300, que estabelece o piso salarial nacional para os policiais militares.